Estimulação auricular transcutânea do nervo vago - taVNS
- Izumi Kurata
- 28 de out. de 2023
- 1 min de leitura
Atualizado: 21 de jul. de 2024

O nervo vago é um nervo misto que possui 20% de fibras que levam impulsos pelo corpo e 80% que trazem os impulsos para o sistema nervoso central. Ele mantém o tônus do sistema nervoso autônomo, ou seja, um equilíbrio entre o sistema simpático (de luta, ou fuga) e o parassimpático (repouso).
A estimulação do nervo vago foi aprovada pelo FDA em 1997 na forma de dispositivo implantável cervical para o tratamento de epilepsia resistente a medicamentos, depressão e obesidade mórbida. Outros estudos mostraram resultados promissores para o tratamento de ansiedade, Alzheimer, cefaleia em salvas, insuficiência cardíaca, sepse, lesão pulmonar, artrite reumatoide, doença inflamatória intestinal, obesidade e diabetes.
No entanto, esse tipo de estimulação requer procedimento cirúrgico para a implantação de um corpo estranho, havendo risco de complicações cirúrgicas e custo de hospitalização. Entre as complicações temos a redução dos batimentos cardíacos, parada cardíaca, rouquidão, falta de ar e dificuldade para engolir devido paralisia de prega vocal, levando a estudos de novos meios para abordagem do nervo vago.
A estimulação transcutânea auricular do nervo vago é uma técnica não invasiva, não necessita de procedimentos cirúrgicos e utiliza uma via mais fisiológica, evitando a possibilidade de estimulação direta e assimétrica de fibras cardíacas, evitando eventos cardíacos indesejáveis. Tem custo menor, tendo sido estudada para tratamento de epilepsia, zumbido, acidente vascular encefálico, Alzheimer, depressão, doença cardiovascular, doença do sistema digestivo,



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