Acupuntura na ultramaratona
- Izumi Kurata
- 8 de nov. de 2018
- 2 min de leitura
Atualizado: 21 de jul. de 2024

A ultramaratona consiste numa corrida realizada a pé, cuja distância a ser percorrida seja superior ao da maratona (42.195 metros); além desse critério, leva em consideração o tempo que o atleta leva para percorrer esse trajeto, podendo ser de 6, 12, 24 ou 48 horas.
Como outras modalidades de alto rendimento, a ultramaratona requer um volume grande de treino diário, deixando o atleta mais suscetível a lesões traumáticas osteomusculares.
Vista com certa desconfiança no passado, a acupuntura, técnica milenar chinesa, foi inserida no meio médico há cerca de 40 anos e é reconhecida como especialidade médica desde1995.
Conhecida principalmente pelo seu efeito analgésico, a acupuntura promove a liberação de neuro hormônios, entre eles as beta endorfinas, que é um potente analgésico opioide endógeno.
A acupuntura é indicada para o tratamento de várias doenças devido seu mecanismo de ação no sistema nervoso autônomo, equilibrando as funções do sistema respiratório, digestivo, cardiovascular, endócrino, auto imune e do ciclo sono-vigília.
Além desses efeitos, no esporte de resistência a acupuntura aumenta a capacidade aeróbica dos atletas, aumentando a capacidade máxima de exercícios com menor acúmulo de lactato, além de apresentarem menor frequência cardíaca tanto nas cargas submáxima e máxima de exercícios quando comparado com atletas sem o tratamento.
A acupuntura altera a atividade eletromiográfica do músculo estimulado, permitindo relaxamento e alongamento muscular; além disso, trata a dor miofascial e a dor muscular induzida pelo exercício.
Embora sejam necessárias pesquisas adicionais para provar a eficácia da acupuntura no esporte de alto rendimento, ela pode e deve ser utilizada na prevenção e no tratamento das lesões esportivas, sendo ferramenta importantíssima para a manutenção da performance.
Referências
https://cmba.org.br/
Pelham,T.W.; Holt,L.E.; Stalker,R. - Acupuncture in Human Performance. J. of Strength and Conditioning Research, 15(2): 266-271, 2001.



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